segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Quero-te sapo, quero-vos asas…


Vimos o dia nascer e tudo terminou.
Não mais escuridão, de regresso a solidão.
Torno a perder-me em mim, não sei quem sou!
Dois corpos, nossos, num só, separam-se em vão...
Um raio de sol leva de todo a magia
Apenas luz… e tão bela e mórbida como ela só!
Esvaneceu-se o encanto, és príncipe agora!
Regressa ao castelo, antes o sapo da noite…
Não quero saber de eternas juras de amor,
Contos de fadas?! Ahah! Ilusão!
Cavalos brancos, castelos, torres encantadas?!
Princesas encarceradas, é tudo o que vejo!
Quero ser pássaro, quero-te sapo…
Quero-te noite, sem luz… sem disfarces!
Ríspida e fria, sem ilusão, sem sonho, sem príncipe!
Quero-te noite porque o dia te leva de mim!
Porque o sol me leva de mim…
Desejo-te sapo, não príncipe! Para que possa ser tua…
Princesa já fui mas troquei a coroa por asas!
Sol por noite, torres por céu, ilusão por sapo!
Mas o dia nasceu…
Regressemos agora… não há fuga possível.
Tu príncipe… eu longe tão de mim…
Na morbidez da luz vamos morrer horas infinitas
Até que a noite volte e minhas asas renasçam…
Põe a coroa… é hora agora!
De noite eu volto… Sem ilusão, sem luz…
Sem rancor do dia que foi e do que virá…
Nós… de novo autênticos!
Tu sapo eu pássaro… novamente um.

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