
Neste desassossego ando a vaguear
Desarranjada, desconcertada, sem ar
Com raízes nos pés e asas nas costas,
Razão é corrente, sentidos são voo!
Deambulo e sou menina assustada
Efémera borboleta em cores trocadas
Pássaro evadido de um planeta perdido
Longe do ser sou corpo despido…
O manto da invisibilidade única veste
É fuga perfeita… A semente cresce
Lugar onde sonho é sitio real
Perco-me acorrentada neste ritual
Escavo a terra alimento-me do pólen
Raízes não pesam mais que asas podem
Sou vento em fúria, espírito liberto
Menina frágil em denso deserto…
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